22 de agosto de 2015

Pausa de amor no semiárido - IV.





Neste meu ventre já enternecido,
Quedam leves sopros e gemidos


Da brisa, cujas folhas se consomem
Por rastros demarcados de um homem.


Leitosamente, deita a luz macia.
Preguiçosa, esparrama-se num dia.


E eu me perco, luzindo de saudade,
Das raízes aos favos da verdade.


Canta e dorme, pois que já é tarde!
Dos males o pranto ainda arde.


Traz-me miúdas contas de quimeras.
Eu, silêncio dorido de esperas.












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