O Sinal é descoberto
ao soar da gralha
saciada no topo do arbusto.
Canta o sol às concubinas angélicas.
Frenesi incandescente
até o estopim do barítono lampejo.
Gota a gota,
o sedento ainda oferece
o ardil com o qual nutre os espaços.
Todos sólidos estão desfeitos em lama.
Caudalosos como correntezas
a arrastar os nós pelas cicatrizes no
chão.
É o Infinito, o mais efêmero,
soberbo em inconstância!
Um fremente insatisfeito!
Vibram estes pingos d’água
enquanto ao quedar
estalam folhagens.
E aquele soar da gralha se inverte
encolhido em saudar o momento solene
como a mudez cálida de uma Ninfa.
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