15 de janeiro de 2016

Animae




Nos vastos sonhos da morte ela foi criada.
Do abismo negro, despontou embevecida.
Sob as pétalas do gerânio inoculada.
Com o sopro do ardor mais antigo traduzida.


Tearam sob a pele tramas dissidentes.
Querelas torpes, circunstâncias malvedias,
Tropeços, tal enganos de emoções torrentes!
Profusos dissabores negam cortesias.


Na insígnia sagrada imprimais o juramento.
O lume comungais a repelir o biltre.
Não basta a vós da fé – qual viga por sustento –


Bradar sufrágio equívoco de bom alvitre.
Da dor, cuidai, seara de todo o tormento,
Banir o embuste. Impedíeis que o vil infiltre!






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